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Gabriel García Márquez

here in littlebubble, em 17.04.14



[1927-2014]


Este é o meu escritor preferido de todos os tempos. E acabo de saber que faleceu. Estou triste. Triste tal como fiquei quando soube que sofria de demência, porque esse era já um sinal de que o Gabriel García Márquez, o escritor, já não existia. E agora, foi a vez do Gabriel García Márquez, a pessoa, lhe seguir.

Não consigo nem descrever o prazer que me deu ler o "Cem Anos de Solidão" ou "O Amor nos Tempos de Cólera"... E fico sempre surpresa quando alguém que diz que nunca leu nada deste génio da literatura, Nobel em 1982.


O Mundo perdeu mais um pouco.

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às 21:41

Afonso Cruz, mais uma vez

here in littlebubble, em 27.09.13

 

 

Adoro, adoro! Já o disse antes. E ao saber que um novo livro vai estar disponível já dia 17 de Outubro só me pôde fazer sorrir, mesmo com um dia horrível de chuva e vento como hoje.

Recomendo, muito!

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às 16:48

José Luís Peixoto: Minto até ao dizer que minto

here in littlebubble, em 03.05.13

E se pedíamos uma torrada -

"Olhe que os folhados de salsicha estão quentinhos."

- se pedíamos um queque -

"Olhe que os folhados de salsicha estão quentinhos."

- se pedíamos algo que não fosse um folhado de salsicha -

"Olhe que os folhados de salsicha estão quentinhos."

Depois, havia as pessoas que diziam folhados de chalchicha. Em fins de tarde, eu e o Mefistófeles sentávamo-nos perto do balcão e fazíamos apostas sobre o número de pessoas que iriam dizer chalchicha num determinado período de tempo (5 ou 10 minutos cronometrados de despertador). O Mefistófeles era sempre menos crédulo nas competências do ser humano e ganhava sempre.

 

 

Leitura de avião. Tenho sempre que levar um livro comigo para onde quer que vá. Desta vez, o José Luís Peixoto foi comigo passar o fim de semana a Londres. E adorei que tivesse ido. Adorei este livro. Pequenino, pequenino em tamanho. Vantagens: lê-se numa viagem e transporta-se facilmente. E depois, a escrita que é sempre incrível. E as histórias abordadas na vida de um jovem idiota (com ideias, leia-se) num agosto em Lisboa. E como esta escrita me prende. E como me ri interiormente e à vezes exteriormente. E tenho quase a certeza que o meu vizinho do lado, no avião, enquanto trincava a sua refeição, dava umas olhadelas ao que eu, tão atentamente lia.

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às 23:20

Bolor.

here in littlebubble, em 04.04.13

"No desejo de escrever, de empurrar para a frente os acontecimentos, de ir somando linhas e mais linhas para apressar o tempo até à página cento e quinze, que sei onde está mas da qual tudo ignoro, não serei levado a descobrir coisas de que contrário (e muito bem) ficariam para sempre ocultas (e esquecendo, quem sabe?, as dificuldades verdadeiramente importantes e voltadas para o futuro, as dificuldades que ocorrem ao pensamento sem a necessidade de uma caneta)? Não estarei a brincar com o fogo? Não será preferível desistir, deixar em sossego os meus sentimentos, os meus e os teus, sentimentos até agora na sombra, sentimentos que só a disciplina traiçoeira do papel e da caneta serão capazes de agitar, de captar definitiva e inutilmente para a memória?"

 

Augusto Abelaira "Bolor"

 

Bolor

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às 15:03

Afonso Cruz "O Livro do Ano"

here in littlebubble, em 12.03.13

 

Conhecem este escritor? Eu confesso que não conhecia. Mas a minha mãe, como sempre uma inspiração cultural e literária, apresentou-mo quando me ofereceu este livro incrível no dia da mulher. Para começar, adoro, AMO a capa! E sim, eu sou uma daquelas pessoas que julga um livro pela capa, literalmente. Acho que quando não é feito o esforço para tornar apelativa uma capa é porque o interior não deve valer muito a pena. Mas com esta capa incrível e com tantas boas recomendações da minha mãe, peguei nele para o ler. E li-o de uma assentada! Absolutamente fofinho, inacreditável, memorável, diferente de tudo o que li antes. Tão sem sentido e tão lógico ao mesmo tempo.

Trata-se de uma espécie de diário, ao longo do ano, por parte de uma menina incrível que vê o mundo com uma visão alternativa, diferente de tudo o que já foi visto e dito. Incrível.

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às 23:28

"Sou Maya Vidal, dezanove anos, sexo feminino, sem namorado por falta de oportunidade e não por esquisitice, nascida em Berkeley, Califórnia, com passaporte americano, temporariamente refugiada numa ilha no sul do mundo."

here in littlebubble, em 09.09.12

Agora que a minha vontade de me voltar a dedicar à literatura voltou, em tendo em conta que, mesmo neste tempo todo em que via mais séries do que propriamente lia ia mesmo assim enchendo as minhas estantes de livros e mais livros, resolvi voltar à minha escritora preferida de todo o sempre: Isabel Allende!

 

E nada melhor para começar do que um livro que tenho dela autografado. Ou seja, este livro que tenho agora nas minhas mãos, já foi tocado pela própria Isabel Allende! Torna-o especial e diferente.

Ainda só vou na página 27 e já estou rendida! Como sabia que ia ficar.

 

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às 23:50

O dia em que fiz beringelas recheadas e adorei! Um sabor completamente diferente e fresco.

here in littlebubble, em 08.09.12

 

Voltei a ter vontade de ler. E claro que com a Juliet Marillier. Agora todos os dias, enquanto tomo o pequeno almoço leio. Não faço ronha e levanto-me logo quando o despertador toca. Faço umas séries de abdominais e assim tenho tempo para ler. Este ssegundo volume já vai quase de volta. É incrível a força com que me prende. Agoro isso! Num livro, numa música, numa série, numa pessoa.

 

Voltanto às beringelas, trouxe 2 da horta da minha avó e hoje fi-las para o almoço.

Procurei uma receita simples e rápida (porque só saí às 14h e não pretendia almoçar à hora de lanche) no universo imensíssimo de blogs de culinárias e o resultado foi este.

Estava com algum receio porque até agora achava que não gostava propriamente do sabor da beringela, mas devo confessar que fiquei fã.

 

A receita foi a seguinte:

  • uma beringela
  • uma porção de carne picada
  • 2 tomates pequenos
  • meia cebola
  • 2 dentes de alho
  • queijo ralado
  • sal, pimenta
  • azeite

Numa frigideira, refogar a cebola e o alho num pouco de azeite. Adicionar a carne picada previamente temperada a gosto.

Cortar a beringela longitudinalmente e retirar o seu interior.

Ao interior da beringela, adiciona-se o tomate cortadinho e coloca-se na picadora para que fique tudo mais homogéneo.

Esta mistura é adicionada à carne picada, ainda no lume.

 

Num pirex adequado para ir ao forno, rechear o exterior das beringelas com a miustura anterior e polvilhar com queijo ralado.

Colocar no forno pré-aquecido a 180ºC, durante aproximadamente 5 a 7 minutos de forma a gratinar.

 

Eu acompanhei com batatas frita palha, mas calculo que com arroz ou puré também fique bom.

 

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às 16:36

João Rebocho Pais: Estranhara a incongruência caligráfica, mais ainda a origem masculina e o porquê da coisa...

here in littlebubble, em 11.08.12
o intrinseco de manolo
Sinopse:
Na aldeia alentejana de Cousa Vã - vizinha da espanhola Ciudad del Sol - o nome de Manolo anda nas bocas escancaradas dos que passam as tardes na tasca a aviar minis, quiçá para que ninguém repare no que realmente se passa em suas casas - e talvez seja melhor assim. É, porém, facto indesmentível que Maria tem o hábito de desaparecer às sextas-feiras - e isso basta para que a mediocridade omnipresente faça do marido um adornado e da chacota um estranho alívio para a dureza dos dias. Manolo refugia-se do falatório acusador à sombra de uma azinheira secular, único ser vivo com quem pode dividir agora as suas mágoas; e, embora certo da virtude da sua Maria, não ignora a missiva que o carteiro lhe deixou em casa nessa manhã e que trazia - pois é - remetente espanhol… No jogo repetido que é o dia-a-dia dos lugares pequenos - onde ninguém ganha e quase todos perdem -, a descoberta da improvável verdade trará, mesmo assim, a Manolo a oportunidade de mostrar aos conterrâneos, de forma anónima, o seu intrínseco, seguindo os ensinamentos dos que, sendo velhos ou já desaparecidos, são parte importante da sua história - e da de Cousa Vã. Com um trabalho notável na composição das figuras e uma recuperação inteligente da linguagem popular de um Alentejo quase mítico, João Rebocho Pais estreia-se na ficção com um romance terno, mágico e, ocasionalmente, escatológico sobre o poder da excepção sobre a regra.

Crítica:
Através de uma linguagem engraçada, rude e composta ao mesmo tempo, o narrador transporta-nos para uma aldeia perdida no Alentejo profundo, a uns passinhos da fronteira, onde conhecemos uma série de personagens, todas elas tão diferentes e complexas (seria possível viverem efectivamente numa aldeia?). Serão elas a hipérbole da sociedade moderna mas desta vez todas presas numa única localidade? Falam-se de temas como o álcool, a homossexualidade, a ninfomania, as mentes tacanhas, o amor pela natureza, a loucura, a (falta de) higiene pessoal e um amor incrível, enorme, arrebatador, renascido e para sempre.
Vale muito a pena
.
Pontuação: 4/5

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às 20:21

21 de Junho: Dia do Sol Parado

here in littlebubble, em 22.06.12

Sempre que chegamos a dia 21 de Junho, lembro-me do Gil.

 

Sempre adorei ler. Desde muito pequena que adorava que o meu pai e a minha mãe me lessem histórias. E eu não era daqueles bebés que adormeciam ao fim da primeira página. Não! Eu queria mais e mais e as histórias contadas tinham que ser tiradas dos seus moldes vulgares, sendo-lhes adicionadas personagens, um enredo mais complexo e um sem fim de episódios e histórias anexas.

E essa paixão foi muito inflamada quando aprendi a ler e a ser capaz de me divertir no mundo dos livros sozinha.

No início da minha adolescência eu e a minha prima trocávamos livros e o gosto pela leitura era mútuo. Tomámos conhecimento de uma colecção de livros chamada Triângulo Jota, nos quais dois irmãos, a Joana e o Jorge e ainda o seu amigo Joel vivam aventuras incríveis.

Fui num desses livros que entrou o Gil, o rapaz dos fósforos. O Gil era um rapaz órfão, nascido a 21 de Junho que se sentia estranhamente atraído pelo fogo. Tal como ele, todos os rapazes órfãos, nascidos nesse dia fatídico estavam marcado para serem sacrificado num ritual do Dia do Sol Parado, no ritual a Kali. A Joana teve uma grande paixão pelo Gil, assim como eu e a minha prima :)

 

E como tal, neste dia, lembro-me sempre do Gil.

 

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às 01:15

João Ricardo Pedro: Fechou os olhos e abriu-os várias vezes. Incrédulo. Maravilhado.

here in littlebubble, em 06.06.12

 

 

livro inteligente e divertido. escrita actual e pouco pomposa. irreverência e memória.

estou a gostar imenso desta leitura.

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às 22:17


...retalhos de pensamentos, post its de emoções, pedaços de músicas, imagens que falam comigo e tudo mais aquilo que fizer a minha mente fervilhar...

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