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Gabriel García Márquez

here in littlebubble, em 17.04.14



[1927-2014]


Este é o meu escritor preferido de todos os tempos. E acabo de saber que faleceu. Estou triste. Triste tal como fiquei quando soube que sofria de demência, porque esse era já um sinal de que o Gabriel García Márquez, o escritor, já não existia. E agora, foi a vez do Gabriel García Márquez, a pessoa, lhe seguir.

Não consigo nem descrever o prazer que me deu ler o "Cem Anos de Solidão" ou "O Amor nos Tempos de Cólera"... E fico sempre surpresa quando alguém que diz que nunca leu nada deste génio da literatura, Nobel em 1982.


O Mundo perdeu mais um pouco.

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às 21:41

À Margem de um Corpo D'àgua: desafio do Cantinho da Bruna

here in littlebubble, em 07.06.13

Obrigada pelo desafio, Bruna :)

Adoro escrever e não digo que não a este tipo de desafios.

 

 

 

"Estou sentada aqui sozinha. Sinto areia nos meus pés. Ou os pés na areia? Que diferença faz? Fazem-me comichão, mas num bom sentido. Olho para os meus pés, para as minhas pernas branquinhas ainda. Para não me deixar afundar em pensamentos supérfluos, desvio o olhar para o mar. Há quem diga que o mar acalma. Que o simples olhar para o correr das ondas, com o seu som característico, calmo e relaxante, a sua frescura com a maresia que nos salpica o rosto, que acalma. O mar a mim não me acalma. Gosto de olhar para ele, mas não me acalma. Antes, estimula o meu pensamento, a minha mente, o poder de reflexão. Ao olhar para as ondas, que rebentam à minha frente, penso. Penso na maresia que destrói os meus caracóis. Penso no frio que sinto quando o poder da frescura do mar supera o aquecimento fornecido pelo sol na minha pele. Penso em tempos passados quando era feliz. Penso na sorte de quem passa, ou sozinho (e a capacidade que têm de estar bem, mesmo estando sozinhos) ou acompanhado com amigas (e a capacidade que possam ter de não se importarem com o corpo ou com o que os outros possam pensar acerca dos seus corpos. Afinal, nem todos podemos ser super-modelos...) ou de mãos dadas com aquele alguém especial (e a sorte que têm em ter alguém que mantenha a sua mão na deles, que não a largue nunca). Olho em volta e consigo sentir o calor que emana da felicidade alheia.

E é entre a frescura do mar, a textura da areia, o calor do sol e a felicidade alheia, que consigo sorrir.

Levanto-me e vou viver a vida."

 

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às 23:02

Hello Giggles

here in littlebubble, em 13.05.13

Não sei se conhecem este blog: Hello Giggles. Não foi há muito tempo que me deparei com ele, um blog escrito só por mulheres.

Por vezes, os textos são um pouco extensos, principalmente para quem não está muito à vontade com a língua inglesa, mas surgem nele tópicos incríveis, coisas que nunca pensaria, coisas que nunca escreveria...mas que adoro ler!

 

Este foi um deles, onde a autora escreve acerca de 10 sinais que nos mostram que já não somos tão novas como pensamos.

Se vos apetecer dar um olhinho e rir um pouco, está aqui.

 

 

 

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às 19:19

Estou a escrever para afastar a vontade de escrever.

here in littlebubble, em 21.03.13

Eu sou aquele tipo de pessoa que é de ideias fixas.

E com isto quero dizer que quando uma ideia me passa pela cabeça, é como se lá se fixasse. Muitas vezes sei que não são boas ideias (sim, eu consigo ter essa percepção) mas isso muitas vezes não me impede de levar essas ideias a termo. Se a bom termo, se a mau, muitas vezes só quando concretizada a ideia e quando já não há volta a dar é que percebo.

Neste preciso momento, estou com uma ideia fixada na cabeça. Surgiu-me por nenhuma razão em particular e começou a desenvolver-se, a alimentar-se de esperança, de solidão, de dor e está a crescer de forma assustadora na minha mente. Esta ideia sei que é uma MÁ ideia, sei mesmo e estou a tentar ao máximo afastar-me dela. Mas mesmo agora, ao escrever este post, com o objectivo de despejar aqui a frustração e a vontade que sinto em escrever, mesmo assim dou por mim a parar de escrever e a pensar o que vou escrever à pessoa com quem me apetece falar. Mas porque é que esta ideia não me abandona? Porque é que não a consigo afastar? Que raiva...estou a lutar contra ela. Mas está dentro de mim, faz parte de mim, já criou raízes e não se irá embora tão cedo...

 

Resumindo, apetece-me falar com uma pessoa do passado. Mas sei que não devia. Porque, para começar, sei que essa pessoa não me vai responder ou, pelo menos, não me vai responder da forma que eu gostava. E depois, se não responder, vou-me sentir estúpida por voltar a tentar, por voltar a falar com ele. Quando ele nunca fala comigo, sem ser a responder. (sinto a ideia a abandonar-me, isto está a resultar!) Depois, o que me interessa andar para trás? Aconteceu, aconteceu, parou de acontecer, correu mal. E independentemente da culpa ser minha ou dele, sinto que sempre tentei mais. E não devia ser assim. Sinto-me fraca. Sinto-me desprovida de força, de vida. E não é por o querer de novo na minha vida. É porque era mais fácil voltar a ter alguém conhecido do que ter que conhecer alguém novo. Quão ridículo é isto? Gostava de ser mais forte. Mais decidida. Mas sinto-me sozinha. E a solidão aumenta as sombras e o medo escondido nas mesmas. Tenho medo do ridículo de tentar mas ainda mais do frio que a solidão me traz.

 

Já decidi. Não vou dizer nada. Não quero quem não me quer a mim.

 

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às 23:06

Mulher Moderna

here in littlebubble, em 10.03.13

No outro dia, uma amiga desafiou-me a escrever um artigo para o soumulher.pt. Trata-se de um passatempo em que quem quiser pode enviar artigos para esta página e, no final do passatempo, verifica-se o artigo mais votado.

 

O meu é o seguinte: http://soumulher.pt/principio-relacao-fim.html

 

Chama-sePrincípio. Relação. Fim.e diz o seguinte:

 

E agora? O que fazer quando termina uma relação? O que fazer com os tempos perdidos no tempo? O que fazer com o lado vazio da cama e com duas almofadas onde agora habita apenas um? O que fazer com o silêncio que se instala e com a falta de alguém a comentar o que dizemos, fazemos, pensamos? O que fazer com os planos um dia tomados a dois? Serão exequíveis no plano individual? O que fazer com as memórias perdidas, mas sempre lembradas quando menos queremos? Como fazer para retomar uma vida, a engrenar novamente, mas sem a mão na mão de alguém?

Falam em luto da relação, as típicas cinco fases: negação, raiva, negociação, depressão e aceitação. Mas será alguém assim tão linear? É possível passar de forma tão sequencial pelas várias fases e sair, na ponta contrária do processo, milagrosamente feita uma nova mulher? Por experiência pessoal, devo dizer que, em mim, estas fases aconteceram de forma simultânea, alternada, ausente, de trás para a frente e da frente para trás, só que tudo ao mesmo tempo. E o mesmo é dizer que, como mulher complexa que sou (como somos todas) a lógica psicológica das coisas não funciona comigo. Primeiro estão sempre os sentimentos e só, muito lá atrás, corre a razão.

Queria esquecer, queria lembrar, queria tentar, quase que queria implorar por um amor que já não existia mais. E se esse alguém desistiu de mim, do amor, desta vida projectada e construída a dois, porque quereria eu que o tempo voltasse atrás? Para fazer mudanças? Para tentar evitar o inevitável? Para lutar por alguém que já não lhe interessava lutar? Para perder mais tempo e gastar mais amor, dedicação e amizade com alguém a quem eu claramente não valia o esforço? Mas como digo, durante muito tempo, os sentimentos falam, gritam mais alto que toda a razão e lógica.

E depois percebi. Ele é só um. Um em milhões de possibilidades. É apenas um. E um no passado. A vida está cheia de possibilidades, probabilidades, identidades. E ele foi só um. E eu estou pronta para abrir os braços, respirar bem fundo os ares da mudança e gostar de mim, em primeiro lugar.

Porque gostarmos de nós próprias pode parecer fácil e óbvio e inevitável. Mas será sempre possível e inalterável? Ou muda consoante o nosso estado de espírito, consoante a companhia que temos ao nosso lado (ou a falta dela), consoante os sorrisos ou gritos de raiva que a vida nos proporciona? E, às vezes, pode ser difícil nos lembrarmos que temos que gostar de nós. Mas tal passo de aceitação pessoal, de auto-amor, é algo que tem que ser trabalhado no dia a dia. Um pensamento auto-elogiativo, sorrisos mais verdadeiros e menos forçados, beleza interior que transborda exteriormente dão, a cada uma de nós, uma felicidade que é apelativa aos outros. E gostarmos de nós é meio caminho andado para que outros também o sintam.

E, à medida que o processo de auto-amor vai sendo instalado, os tempos perdidos no tempo passam a ser tempos aproveitados para atingir objectivos que até aí pareciam secundários, para executar projectos que sempre ficaram na prateleira, para meditar, para exercitar, para estarmos bem, mesmo estando sozinhas. E o lado vazio da cama, deixa de ser o outro lado, para ser parte integrante de um só lado, só que muito maior. E o silêncio torna-se espaço para o pensamento. E as opiniões alheias serão assim tão importantes? Que tal pensarmos por nós, decidirmos por nós? E os planos a dois desaparecem e começam a ser planos a um, aos quais se juntam amigos, família e se transformam em muito mais do que alguma vez imaginámos. E um dia percebemos que as memórias que surgem são apenas memórias, não são facadas, não acontecem para ficarmos tristes ou magoadas. As memórias são lembranças, são degraus da vida e ensinamentos para o futuro. E, quando conseguirmos caminhar e decidir e viver, sem dar a mão a alguém, um sentimento imenso de liberdade atinge-nos qual relâmpago da vida e, nesse momento, sabemos que somos capazes, que somos independentes, que somos mais fortes. E depois, é deixar a vida rolar.



O que acharam?

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às 23:00


...retalhos de pensamentos, post its de emoções, pedaços de músicas, imagens que falam comigo e tudo mais aquilo que fizer a minha mente fervilhar...

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