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Se a vida tivesse legendas...

here in littlebubble, em 27.12.12

Uma das coisas que mais odeio em mim é a dificuldade na tomada de decisões.  A falta de capacidade de improviso. A situação dá-se, eu reajo de tal maneira e depois, mais tarde, quando revejo a situação (sim, eu faço isso constantemente: revisão de situações passadas sem qualquer interesse de rever), vejo o que podia ter feito diferente e fico tão, mas tão irritada de não me ter lembrado de tal na altura.

 

Acabo de sair de uma situação dessas. Devia ter tomado outra decisão. Devia ter dito uma coisa diferente. E, na altura, não o fiz. E agora vim todo o caminho para casa a pensar no que devia ter feito diferente.

 

O cinema sempre aconteceu hoje, com direito a jantar anteriormente à ida. Durante o filme, com as luzes apagadas houve momentos fofinhos. E não, não fui só eu, claramente não fui só eu! Mas assim que se ligam as luzes da realidade, tudo muda. Será a possibilidade de haver público? Será o facto de, como já me disse, não me querer magoar, porque se vai embora e eu estou numa fase sensível? Será porque simplesmente não é isso que quer? Então de onde vêm os momentos fofinhos? Grrr...era tão mais fácil se a vida tivesse legendas ou notas de autor...

 

E hoje foi, provavelmente, o último momento que tivemos a dois. Penso que já não se irá proporcionar outro. E eu queria ter falado. Queria saber qual é a próxima jogada, o próximo passo, se é que há algum (também queria saber isso) mas será que isso são coisas que se perguntem quando a ideia inicial era não haver perguntas?

 

Será que sou eu que estou a exagerar, como faço sempre? A tirar as coisas da proporção devida? Como será que ele se conseguiu distanciar tanto, se eu não consigo? Será que isto (leia-se "relação sem laços") lhe acontece tanto na vida, que já se tornou irrelevante, sem propósito? Será que era suposto eu sentir também? Eu não quero laços...aliás, quero, mas é só porque gosto da companhia dele. Apesar de tudo, é interessante...Nunca lhe pedi nada, mas será que ainda assim exijo demasiado? Por exemplo, agora, uma mensagem a saber se cheguei bem a casa era o mínimo que esperava! (e nada, até agora!)

 

Independentemente de tudo, apesar de provavelmente não lho ir dizer, tenho a agradecer-lhe me ter tirado do buraco. Agora já cá estou fora e, apesar de ainda não ter voltado ao ponto onde estava, já estou bem melhor do que aqui há uns tempos. E agora fiquei com vontade de mais!

2013, o que trazes para mim?

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às 00:51

É (só) isto que quero.

here in littlebubble, em 27.10.12

Ontem em conversa com uma amiga, cheguei à conclusão que só quero alguém que lute por mim. Que não se importe de ficar, mesmo quando as coisas estão difíceis, que se esforce porque sou aquilo que quer.

Hoje, enquanto aspirava, percebi além disso. Percebi, ao ver o tapete manchado que coloquei do meu lado, percebi que é mais que lutar, é importar-se comigo, é dar-me o último bocadinho de bolo apesar de ficar com fome, é ficar com o tapete defeituoso, porque quer que eu fique com o perfeito, é, apesar de cansaço depois de um longo dia, sair de casa as 23h, debaixo de chuva para me ir buscar, é não desistir nunca, é dizer-me o que tenho que ouvir, mesmo que chore, é partilhar, é desabafar, é contar comigo para tudo, porque sabe que pode.

 

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às 17:06

E sempre isto e nada mais.

here in littlebubble, em 17.10.12

Dark place.

 

Muito trabalho. Muito, muito trabalho.

Ele continua a aparecer, a mandar mensagens, a querer falar. "Somos amigos". [Seremos?]

Mas sempre que aparece, manda mensagens ou quer falar eu fico com o coração aos saltos, fico nervosa, depois fico triste, desanimada e isso é meio caminho andado para uma série de momentos depressivos.

 

Só me apetece silêncio, escuridão, distração.

 

E hoje quando se falou em um plano para daqui a dez anos, só fiquei ainda mais deprimida. Porque todos os planos que tinha até agora se foram desmoronando. Ao fim de dez anos, estou sozinha. Moro sozinha, no silêncio e escuridão. [Não deveria gostar, portanto?] A minha vida não é nada do que era há um ano atrás. Como posso sequer pensar na minha vida daqui a dez? [Se calhar não posso...]

 

A minha amiga J dizia hoje que isso dos príncipes encantados é tudo muito overrated. [Mas isso é muito fácil de se dizer quando já temos o nosso]

Concordo que podemos ser felizes tanto com, como sem. Podemos sempre. Mas eu não estou.

 

Cada vez gosto menos do que faço. Cada dia mais sinto a monotonia e o cansaço da rotina a apoderarem-se de mim. Já sei o que as pessoas vão dizer, o que querem. Odeio a forma como alguns me tratam, como se eu fosse mais uma, como se só estivesse ali para os servir, sem qualquer outro propósito senão ouvir e calar.

 

E cada vez mais me sinto como apenas mais uma, sem qualidade extra, sem característica diferenciadora, sem inovação permanente. E odeio esta permanente permanência. E a falta de novidades. E tudo do mesmo. E sempre isto.

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às 22:57

Um não é para tudo.

here in littlebubble, em 08.10.12

Sinto que os meus posts são continuadamente mais-pró-down... mas afinal, foi para desabafar dos problemas da minha vida que comecei o blog. Porque as alegrias, para mim, são muito mais facilmente partilhadas do que os problemas, as dores, as tristezas. E para não voltar a estar na posição em que guardo, guardo, guardo até que estou prestes a rebentar, preciso de escrever como forma de me libertar de todos os demónios.

 

Hoje ele voltou a falar comigo. Diz que tem necessidade de me contar coisas da vida, de falar disto ou daquilo, de entrar em contacto comigo. Não sei muito bem o que pensar disto. Aliás, sei. Ele quer-me como amiga, quer contar comigo como sempre pôde. E eu, apesar de saber que, da parte dele, não há amor, apenas amizade e carinho e achar que, da minha parte, o amor já não está cá, já se esfriou, já acabou também, não sei se quero ser amiga dele. E se calhar não quero falar com ele como se nada fosse, como se não tivessem ido dez anos de vida em conjunto, de crescimento mútuo para o lixo.

 

Mas se, por um lado, é isto que penso, é algo que directamente nunca vou ser capaz de lhe dizer. Nunca vou ser capaz de me libertar completamente deste sentimento de lhe dever isso. De não o querer magoar, de lhe dizer que não quero falar mais, de não o deixar entrar na minha vida. Simplesmente, não sou capaz de lhe fechar a porta.

Mas com isso magoo-me a mim. Porque fico nervosa, ansiosa, fico a pensar nele o resto do dia. Volto a passar pelo sentimento de perda, de casa vazia, de silêncio.

 

Gostava de ser mais determinada, mais assertiva. Não é não. E um não é para tudo.

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às 22:51

Não consigo evitar.

here in littlebubble, em 07.10.12

Não consigo evitar o ecoar de certas palavras na minha mente.

Não consigo evitar o efeito borboleta que têm em mim e na minha vida.

Não consigo evitar de ficar triste e com falta de amor próprio quando vejo outros casais a lutarem por resolver os problemas que teimam em se instalar no seio do casal.

Não consigo evitar os avanços de uma tristeza avassaladora que se apodera de mim quando penso no Natal que se aproxima, este que era um Natal em que tudo ia ser diferente. Depois de no ano passado termos decidido cada um passar o Natal com a sua família, este era o ano em que o Natal seria passado em conjunto, como uma pequena família que éramos.

Quase que não consigo evitar que me caiam as lágrimas.

Não consigo mesmo evitar a formação deste nó imenso na garganta.

 

Simplesmente não consigo. Tudo mudou. Há alturas em que não sinto nada, em que abafo pensamentos e sentimentos e emoções mas há outras alturas em que não consigo.

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às 22:03

"Daddy cool"

here in littlebubble, em 07.10.12

Hoje foi um dia daqueles.

Ainda ontem pensei que já há muito tempo não chorava. Pois hoje, na viagem de volta, fi-la toda a chorar como já não chorava há muito tempo.

Já passaram praticamente 12 horas desde esse momento e ainda me ardem os olhos. Para sair, tive que me maquilhar mais que o costume para não se notar o vermelho em redor dos olhos e as olheiras mais acentuadas. O olhar triste, nem com maquilhagem lá vai.

 

Acho que desde há uns tempos para cá a minha auto-estima se encontra em valores perigosamente baixos. O sentimento que de ele desistiu de mim, de como vejo outros casais com relações que, para mim, não valem tanto como a nossa valia, faz-me pensar que a culpa de tudo ter acabado, de ele ter desistido de mim, é minha, porque não fui mulher o suficiente para ele, para fazer um "nós" durar.

Hoje tive a facada final, o pontapé na cabeça, o espezinhar de todos os meus sentimentos.

 

Acho extraordinária a forma como certas pessoas são incapazes de assumir os erros. Acharem que são donos da razão e que só a eles lhe pertence o poder da palavra final, a única certa e incorrigível. Às vezes, a única forma de sabermos o que realmente pensam de nós era sabermos como desligar os filtros de boa educação, senso comum, empatia pelo próximo e barreira social. Às vezes o álcool apaga parte desses filtros. Mas custa mais quando não há teor alcoólico algum onde pôr as culpas. Quando tudo o que ouvimos é o que realmente essa pessoa pensa de nós, mas por incapacidade de dialogar de forma racional à qual se junta uma raiva desmesurada accionada por uma situação que até dá para rir, raiva esta que, sinceramente, devia estar a ser medicada. E foi isso que aconteceu. Hoje fiquei a saber o que o meu pai pensa de mim. E não aquilo que sempre me disse quando, aparentemente não dizia tudo o que tinha para dizer.

 

Finalmente percebi aquilo que o meu irmão sente quando o meu pai lhe diz coisas horrorosas como me disse hoje a mim. Quando isso acontecia, ficava raivosa, envergonhada e triste pelo meu irmão. Quando isso acontecia à minha mãe, o mesmo, acrescentando o facto de a incentivar para responder de volta com argumentos que eu sei que ela sabe e que deveria usar de volta. Nunca tinha acontecido comigo. Mas hoje foi o dia. O dia de saber. E segundo o meu pai e as suas ideias sempre certas, a culpa de estar sozinha e a razão pela qual vou ficar sozinha para sempre, é tudo culpa minha.

 

Tal como disse, mais umas pisadelas, uns pontapés e umas facadas.

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às 01:44

Lost and (not) found.

here in littlebubble, em 30.09.12

Às vezes sinto que vou ficar para sempre perdida aqui. Sozinha, sem esperança de algum dia ser encontrada por alguém... Sem ninguém me procurar. Sem me dar a conhecer.

 

E irrita-me ser assim.

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às 13:11

P. Sawyer: People always leave.

here in littlebubble, em 26.09.12

Hoje estou assim. Nervosa, inquieta, assombrada, triste.

Não sei a razão, mas hoje, já por duas vezes tive um ataque de choro quase inexplicado.

 

Hoje uma amiga minha falava sobre a onicofagia, isto é, a tendência de roer as unhas e dizia que tal situação pode acontecer por imitação em idades jovens mas que se pode manter na adolescência e vida adulta devido a uma série de situações mas que normalmente ocorrem quando há carência de carinho, atenção e amor, situações de timidez ou vergonha, quando a pessoa sente que se deve auto-mutilar como castigo. Independentemente dos casos, está sempre ligado a distúrbios emocionais.

 

Desde há uns dias que ando super nervosa e quando tal acontece, nota-se perfeitamente nos meus dedos: unhas roídas e feridas abertas. Desde há uns dias que ando super nervoso, sem saber a razão.

Hoje, os meus pais discutiram. Eu sei que o assunto já acalmou mas há palavras que se dizem e que ficam.

Hoje, houve uma enorme discussão entre o meu grupo de amigos. Sinto que o nosso grupo de amigos ficou ferido, fracturado de algum modo. Duvido que algum dia volte a recuperar, a sarar em condições. Nunca mais vai voltar a ser o mesmo.

Hoje....caem-me lágrimas dos olhos enquanto uma simples frase me percorre a mente vezes sem fim. Uma frase que muitas vezes ouvi numa série que acompanhei há uns tempos, One Tree Hill.

 

Everybody leaves.

People always leave.

 

Sinto que, cada vez mais, na minha vida, o grupo se estreita mais. As relações acabam. As amizades esfriam. Ninguém novo entra. Só saem. E sinto que estou continuadamente a pedir que fiquem.
E pela primeira vez percebi que choro com pena de mim. Que estou sozinha e não sei como sair desta situação. Ninguém entra por aquela porta. Ninguém está ao meu lado para me dizer que vai correr tudo bem. E eu nunca estive sozinha e não sei como se faz isto de estar sozinha.
E como acabei de ver o Magnolia, aqui fica o contributo:
But can you save me
Come on and save me
If you could save me
From the ranks of the freaks
Who suspect they could never love anyone

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às 22:06

Começou o Outono. What a glorious feeling.

here in littlebubble, em 23.09.12
outono


Aparentemente começou o Outono, oficialmente uma das épocas mais deprimentos do ano. Sim, porque o Inverno sempre tem o Natal...

Com o Outono, vão começar a cair das folhas das árvores, a paisagem vai ficar bonita, vai ser altura de usar botas, botas estas que vão fazer o som "rec rec" ao andar pela rua, com o ranger das folhas que se quebram. Mas isto é a parte boa do Outono.

Por outro lado, vai-se embora o calor, dando lugar ao frio. Vai começar a chuva e as trovoadas. Vai ser cada vez mais difícil sair da cama ao primeiro toque do despertador. Vão começar os dias deprimentes, que já o eram mesmo quando não estava sozinha e muito mais serão agora aqui sufocada neste silêncio que de golden nada tem.


Ou então é só porque hoje estou com a neura. Isso e uma dor de cabeça que não me larga. Mal acordei, era meio dia, depois de uma noitada com amigos, soube que não ia ser um bom dia. Às vezes, quando sonho (e isso acontece muito quando durmo mais), acordo com o mesmo sentimento que estava a sentir no sonho. Pode ser tristeza ou preocupação, se bem que às vezes também acordo com sensações mais agradáveis. Mas hoje, quando acordei, apesar de não me lembrar do sonho, senti uma tristeza e uma solidão enorme. E tinha acabado de acordar. Enfim, mas estava a falar do regresso do Outono.


Chegou e quer goste quer não, não há nada que possa fazer. A não ser beber cházinhos, enrolada na manta.

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às 23:20

Dois Cartazes da manifestação de 15 de Setembro em Lisboa: "Há quem tenha medo que o medo acabe" e "Os políticos são como as cuecas. Têm que ser mudados"

here in littlebubble, em 15.09.12

Num dia de manifestação massissa por todo o País, fico orgulhosa do nosso povo. Vejo, finalmente, os portugueses a falar, a aexercer a sua cidadania, a começar de novo, a virar uma nova página, a mostrar opinião, a erguer a sua voz contra o que não concordam. O Estado, no verdadeiro sentido da palavra, não é um grupo de políticos de compõem momentaneamente o governo. É sim, o povo, todos nós. E como tal, o povo sai à rua e falaa, exprime-se, diz que "não", dia "basta", diz "já chega", grita "que se lixe a troika, queremos a nossa vida de volta".

Somos parte da Europa, somos parte integrante desta comunidade europeia e assim sendo, temos que nos fazer ouvir e temos que mostrar que temos voz, que já não somos os cordeirinhos que nos fomos tornando por conformismo, porque não adianta, porque nos dói a barriga ou porque joga o Benfica. Não podemos continuar apenas a nod and wave como até agora, quais pinguins de Madagascar.

 

E foi hoje que, finalmente os velhos do Restelo deixaram de se queixar apenas nas mesas de café ou em casa, à mesa de jantar, e pegaram em cartolinas e marcadores e escreveram cartazes em que impunham um sonoro e inequívoco "Vão-se f*der"!

 

E já agora, depois de ver reportagens em directo em vários canais da televisão portuguesa, aproveito para referir a pequenez da nova geração de jornalistas, que fazem de pivôs e jornalistas de reportagem em horários não tão nobres a um sábado à noite, certamente porque não há mais ninguém para o fazer. Não sei se é o ensinamento nas faculdades de jornalismo que está a piorar e a voltar-se para o jornalismo sensionalista, se se trata apenas de jornalistas que fazem parte da geração-eu-vejo-a-tvi-desde-pequenino. Isto porque cada mais se vê com maior frequência, que a notícia mais sensionalista é a mais perseguida. E mesmo que uma notícia seja de conteúdo sério, tal como dizia um psiquiatra que agora me falha o nome que há pouco num painel de comentadores na Sic Notícias dizia "o conteúdo de uma mensagem é óptimo mas se a forma for inapropriada, é tudo para nada". E com isto quero apenas dizer que durante a noite de hoje, vi jornalistazinhos, ao invés de enaltecerem a coragem e a voz de um povo que até agora ouviu e calou, sofreu em silêncio cortes, impostos e austeridade, preferem focalizar toda uma reportagem única e exclusivamente numa minoria que se encontra em frente ao parlamento não para lutar pelos seus direitos, mas simplesmente para lutar. Preferem apontar as câmaras para a minoria que, por detrás da máscara do anonimato, destabiliza e tenta provocar a autoridade, manchando a manifestação pacífica que até aí se fazia sentir. E mesmo sendo a minoria, é na "tensão do ambiente" e no "estão a atirar pedras da calçada à polícia" que estes repórteres escolhem focar.

 

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às 23:48


...retalhos de pensamentos, post its de emoções, pedaços de músicas, imagens que falam comigo e tudo mais aquilo que fizer a minha mente fervilhar...

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