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I'm available to love.

here in littlebubble, em 18.04.13

Já o disse antes e volto a dizê-lo.

Sinto falta de ter alguém. Sinto falta da cumplicidade fornecida por uma relação a dois. O companheirismo, a companhia... Sinto falta de fazer parte de um casal, de um par. Prefiro números ímpares, mas neste assunto particular, um par parece-me melhor. Sinto falta das brincadeiras, de dizer coisas bonitas ao ouvido, sinto falta de ter alguém com quem partilhar parvoíces do dia a dia, ideias, projectos, cusquices. Sinto falta do beijinho de boa noite e dos planos a dois.

 

Mas acho que estou um pouco a medo. Porque já sofri e o meu coração já partiu mais vezes do que gostaria. Porque já me iludi e achei que era para sempre quando claramente não era e porque tenho medo de agora ser exigente demais (pelas desilusões do passado) ou exigente de menos (por medo da solidão do futuro).

 

Mas claramente:

PS: ninguém tem  um irmão ou amigo super fofo disponível?

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às 18:29

Se a vida tivesse legendas...

here in littlebubble, em 27.12.12

Uma das coisas que mais odeio em mim é a dificuldade na tomada de decisões.  A falta de capacidade de improviso. A situação dá-se, eu reajo de tal maneira e depois, mais tarde, quando revejo a situação (sim, eu faço isso constantemente: revisão de situações passadas sem qualquer interesse de rever), vejo o que podia ter feito diferente e fico tão, mas tão irritada de não me ter lembrado de tal na altura.

 

Acabo de sair de uma situação dessas. Devia ter tomado outra decisão. Devia ter dito uma coisa diferente. E, na altura, não o fiz. E agora vim todo o caminho para casa a pensar no que devia ter feito diferente.

 

O cinema sempre aconteceu hoje, com direito a jantar anteriormente à ida. Durante o filme, com as luzes apagadas houve momentos fofinhos. E não, não fui só eu, claramente não fui só eu! Mas assim que se ligam as luzes da realidade, tudo muda. Será a possibilidade de haver público? Será o facto de, como já me disse, não me querer magoar, porque se vai embora e eu estou numa fase sensível? Será porque simplesmente não é isso que quer? Então de onde vêm os momentos fofinhos? Grrr...era tão mais fácil se a vida tivesse legendas ou notas de autor...

 

E hoje foi, provavelmente, o último momento que tivemos a dois. Penso que já não se irá proporcionar outro. E eu queria ter falado. Queria saber qual é a próxima jogada, o próximo passo, se é que há algum (também queria saber isso) mas será que isso são coisas que se perguntem quando a ideia inicial era não haver perguntas?

 

Será que sou eu que estou a exagerar, como faço sempre? A tirar as coisas da proporção devida? Como será que ele se conseguiu distanciar tanto, se eu não consigo? Será que isto (leia-se "relação sem laços") lhe acontece tanto na vida, que já se tornou irrelevante, sem propósito? Será que era suposto eu sentir também? Eu não quero laços...aliás, quero, mas é só porque gosto da companhia dele. Apesar de tudo, é interessante...Nunca lhe pedi nada, mas será que ainda assim exijo demasiado? Por exemplo, agora, uma mensagem a saber se cheguei bem a casa era o mínimo que esperava! (e nada, até agora!)

 

Independentemente de tudo, apesar de provavelmente não lho ir dizer, tenho a agradecer-lhe me ter tirado do buraco. Agora já cá estou fora e, apesar de ainda não ter voltado ao ponto onde estava, já estou bem melhor do que aqui há uns tempos. E agora fiquei com vontade de mais!

2013, o que trazes para mim?

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às 00:51

Saudade, saudade...

here in littlebubble, em 22.09.12

Tenho saudades dos beijos.

Tenho saudades da cumplicidade, dos olhares trocados sem serem precisas palavras, da troca de ideias telepáticas.

Tenho saudades do estremecer antes do primeiro toque, das borboletas que esvoaçam no estômago.

Tenho saudades do primeiro avanço e do recuo para logo voltar a avançar.

Tenho saudades de ser o mundo de alguém e de ser a primeira coisa que esse alguém pensa quando acorda e a última em que pensa, antes de adormecer.

Tenho saudades daquele momento infinito de paixão e êxtase, com pitadas de vergonha, que antecede o primeiro beijo. A mão dele na minha nuca e a minha no seu ombro. A carícia e finalmente o toque dos lábios.

Tenho saudades de tudo isso e muito mais.

 

Era tão mais fácil que fosse verdade que o amor espreita em cada esquina. Nestas esquinas por onde passo, não está nada à espera. Ou já lá alguém passou antes...

 

Porque é que a vida não é como nos filmes em que o amor nos bate à porta? Ou realmente chocamos com a nossa alma gémea numa esquina qualquer? Ou os nossos cães se apaixonam primeiro e depois nós?

[Note to self: arranjar um cão, just in case]

 

A minha mãe sempre me disse que as coisas pelas quais lutamos têm mais sabor, mas só queria que não fosse preciso uma luta imensa para tudo e mais alguma coisa.

Se calhar o amor não precisa de tanta luta. Simplesmente acontece. Mas para isso, devia sair desta casa. Mas não sei como.

 

E continuo a ter saudades...

 

 

 

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às 00:37

Auto-realização depois de almoço, num domingo qualquer.

here in littlebubble, em 26.08.12

Alguém me disse que para se deixar de gostar de alguém, primeiro temos que começar a ver tudo aquilo que ele tinha de errado, os seus defeitos, o que não gostávamos que fizesse, aquilo que queríamos que fizesse e nunca chegou a fazer, enfim, tentar ver tudo aquilo que estava de errado na relação para que, de alguma forma, a conseguirmos ultrapassar. Esse alguém foi a Dra.M..

 

E depois dessa conversa com a Dra.M., no caminho para casa, vim a pensar nisso que ela me disse. Realmente desde que ele saiu, tudo o que penso é aquilo que gostava nele, como me fazia sentir bem, a companhia, o carinho, os momentos a dois, tudo o que fizémos juntos e tudo que ainda tínhamos planeado fazer e nunca lá chegámos.

E percebi, finalmente, qual o caminho que devo seguir para cortar os laços. É pensar naquilo que não gostava nele:

 

Pouco ambicioso.

Preguiçoso.

Ajudava pouco em casa.

Desistente.

Avarento.

Pouco espontâneo.

Sem ideias, sem iniciativa.

 

E acho que podia continuar a lista... E olhando para isto, se calhar já consigo ver que ele talvez não fosse a pessoa certa para mim. Mereço mais. E melhor.

 

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às 15:24

Visitas e aliens (e não visitas de aliens)

here in littlebubble, em 23.08.12

Hoje estava bem.

Dormi muitas horas, acordei com dor de cabeça mas que passou, o trabalho foi escasso de manhã e apesar de ter levado na cabeça apenas pelo simples facto de não estar lá mais ninguém para ouvir, a manhã passou rápida e calma. À tarde tive folga, aproveitei para fazer limpeza a fundo na cozinha e casa de banho, limpei o pó de toda a casa e ahh..esqueci-me de passar a ferro (bem me parecia que me estava a faltar algo), andei de bicicleta, acabei de ver o Falling Skies (mais comentários sobre este assunto em baixo), descansei, adiantei a organização das coisas da viagem às capitais da Europa que já andava a adiar há muito tempo...enfim, tratei de uma série de coisas e estava bem.

Mas ele veio cá a casa depois de jantar buscar umas cartas que chegaram no correio. Acho-o sempre magro, mas lindo, mas nem foi esse o problema. O problema foi que quando estava a ir embora, mandou-me um beijinho da entrada, já com a porta semi-cerrada como costumava fazer todos os dias de manhã ao sair de casa. Exactamente igual. E fechou a porta. Exactamente igual. E eu fiquei parada a olhar para a porta sem saber como reagir. E a seguir corri para a janela do quarto, já com os estores semi cerrados e espreitei-o, enquanto se ia embora.........

 

...Hey, remember me? I remember you, walking away.... (just came to my mind)

 

.............e ele olhou para trás, para a janela.

Às vezes sinto-me uma parvinha, mas a verdade é que o beijo atirado da porta, que me soou tanto a familiar, aliado com o facto de ter olhado para trás, para a janela, enquanto eu olhava para ele, mexeram comigo. E fiquei a sentir um vazio tão grande... Quem disse que as coisas do coração são coisas fáceis de lidar?

Sim, estou melhor quando não o vejo nem falo com ele. Mas simplesmente não o sei afastar da minha vida definitivamente. Acho sempre que pode precisar de mim. E como tal, mantenho contacto não por mim ou pelos meus sentimentos, mas por ele e pelas suas necessidades.

Sim, sou uma parvinha que aqui anda. Mas ele também não é o monstro que possa transparecer pelas suas acções. Simplesmente o amor por mim acabou, ou desvaneceu-se no tempo, ou sei lá.

 

Mas agora acho que tenho que pensar em mim e no que preciso, uma vez na vida.

 

Quanto ao Falling Skies, gostei do rumo que as coisas estavam a ter. Quando vi Charleston destruída, fiquei com medo que tivesse sido mais uma parvoíce da série, mas não, sempre havia uma comunidade lá. E achei particularmente piada ao facto de o Mr. Locke (para mim vai ser sempre o Locke) ser o mega boss dessa comunidade.

Melhor momento do episódio final: a corrente humana em torno do Ben e do seu amigo skitter-de-olho-vermelho.

Achei estúpido, por outro lado, o Hal ter ficado com "parasitas"... Tinham que arranjar uma estupidez para o final da série não era? Não bastava já um Mason ligado aos bichos, agora outro? Grrr..

Quanto à pergunta final: ally ou enemy? Para mim é ally. Nenhum enemy se punha sozinho em frente àquela gentalha toda e ainda por cima abria a viseira. E depois, era para destruir este outros aliens (que já não parecem peixes mas sim macacos) que os fish-heads tinham fabricado aquela máquina destruidora. Este é o meu palpite.

Quanto ao que se espera da terceira season, sinceramente não entendo a necessidade da 2nd Mass sair de Charleston o mais rapidamente possível. Afinal, agora que resolveram as diferenças e os combatentes são uns heróis e independentemente de o Tom Mason não querer ser político, não quer dizer que não possam ficar... Afinal ali têm comida decente, caminha lavada e afinal, vem um baby a caminho...

De qualquer forma, a qualidade tem vindo a crescer e já vai longe os efeitos (pouco) especiais da primeira temporada. Esta segunda, sem dúvida, foi melhor.

Agora é esperar!

 

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às 00:25

É segunda-feira, doem-me as costas (primeiro dia de trabalho a sério depois das férias), já chorei e tive uma ideia. Tudo num só post.

here in littlebubble, em 13.08.12

É segunda-feira...

É início da semana, se bem que uma semana mais curta que as outras de Agosto. Custou começar uma nova semana, uma daquelas que soa a loooonga, apesar de nem o ser. Custa entrar na rotina. Acho que basicamente é isso. Porque as duas últimas segundas-feiras estava bem. Há 15 dias, estava em Berlim. Óptimo! Na semana passada, estava em casa a chillax, a vegetar.....


...doem-me as costas (primeiro dia de trabalho a sério depois das férias)...

E não são só as costas. Doem-me as pernas, os calcanhares.... mas basicamente as costas. Aiii, estou velha para trabalhar. Preciso de uma coisa diferente. Como ganhar o euro-milhões ou então, sonhando um pouco menos, ter um trabalho um pouquinho mais burocrático, que é como quem diz, mais tempo sentadinha sem ouvir rabugices e maus-humores. Mas o que eu queria mesmo mesmo era ganhar o euro-milhões. Ainda na última sexta-feira, enquanto pusemos o boletim do euro-milhões (no qual ganhámos 3,93€ a dividir por 6 ...enfim!) falava com a minha amiga V., a minha companhia dos últimos tempos em como não era nada complicado arranjar onde gastar o dinheiro. O meu pai diz sempre que não queria tanto dinheiro porque depois não era capaz de andar na rua com medo, que tinha que arranjar segurança privada para ele, para nós, que tinha que andar sempre a olhar por cima do ombro. Epa, por mim não tinha problema nenhum. Certamente muita gente se ia dar bem se eu ganhasse. E eu, claramente, ia viver! Ia ver o mundo, ia viajar, ... ai sonhos!

 

...já chorei...

Hoje falei com a minha colega sobre relações. Sobre mim e o R, sobre ela e o J. Em dois anos que lá trabalho, foi a primeira vez que tivémos uma conversa mais íntima, em que ela expôs as suas vulnerabilidades e eu, como chorona irrepreensível, quase que me ia desmanchando... E depois, enquanto vinha para casa à hora de almoço, vim a pensar, o tempo todo, com o nó na garganta, em mim e ele, nas más decisões, no que levou ao fim desta pequena família que estávamos a construir. E com os olhos toldados de lágrimas, escrevi um texto em que falava disso mesmo. Escrevi, escrevi, escrevi, escrevi sem nada ver, como se saísse directamente do coração para as pontas dos dedos. E depois, carreguei no enviar. Apesar de arrependida de ter tido esse tipo de contacto, fiquei imediatamente mais aliviada.

 

...tive uma ideia.

Quero mesmo perder peso, porque preciso de melhorar a minha auto-estima e isso normalmente revela-se mais quando fico mais magra e me sinto mais bonita. E como tal, resolvi fazer um food journal. Ou seja, uma espécie de diário onde escrevo tudo o que como durante o dia e a que horas, acrescentando-lhe, ainda, o exercício que fiz durante esse dia. Vou ser sincera e escrever tudo. Tem mesmo que ser, porque senão não valia a pena. Depois vou avaliando o que comi, o que devia ter comido mais, o que não devia ter tocado sequer. Vamos ver como isto corre e principalmente quanto tempo dura esta parvoíce minha.

 

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às 21:53

Existem dois tipos de mulheres.

here in littlebubble, em 10.08.12


Existem dois tipos de mulheres: as Elinor e as Marianne.

Para quem não sabe, estas são as três irmãs do romance da Jane Austen, "Sensibilidade e Bom Senso".


Elinor - mulher que cuida dos outros, que toma responsabilidade, que se preocupa mais com os outros e com os seus sentimentos e dores, do que com os seus próprios sentimentos ou desejos. Como tal, tem tendência para se ver privada (e aceitá-lo) de muitos possíveis momentos de felicidade de forma a ser o ombro onde choram tristezas os outros, ser a amiga que lá está para todas as situações, mas não ser forte o suficiente para lutar pela sua própria felicidade nem de se esforçar por aquilo que quer. Muitas vezes vê a sua vida lhe passar ao lado.


Marianne - mulher apaixonada pela vida, por tudo aquilo que a rodeia, sendo capaz de emoções extremas. Ama muito e sofre, de forma igual forma. É animada, divertida, é apaixonada e apaixonante, sendo que ama, demonstrando-o a todos os que a rodeiam. Ama com todas as partículas do seu ser. Luta pelo que quer e pelo que acredita. Devido a esta excentricidade no demonstrar os sentimentos, muitas vezes estes tornam-se o ponto principal da sua vida e dos que a rodeiam.


Eu sou Elinor. E tu?

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às 01:49

Realidade alternativa no aeroporto

here in littlebubble, em 05.08.12

Cheguei agora mesmo do aeroporto e deparei-me com uma situação que já tenho vivenciado de vez em quando, se bem que mais frequentemente nos últimos tempos. Começo a pensar em déjà vu e em realidades alternativas. No tapete de recolha de bagagem ao lado do meu,  estavam a receber as bagagens os passageiros provenientes da Madeira, local onde teria ido passar férias este ano caso a minha vida não tivesse dado uma tremenda cambalhota. Assim, olhei para aquelas pessoas que esperavam as suas malas e imaginei-as no avião, ao nosso lado. O "boa noite" dito por cortesia, o "com licença" e o "se faz favor" nos corredores do avião.

Imaginei que ele tinha lutado por esta relação, que ao fim de tanto tempo juntos, ainda valia a pena lutar. Imaginei que ele pudesse ter tido dúvidas (sim, quem não as tens?) mas que tivesse pensado que se durou tanto e havia tanto amor e carinho e respeito mútuo, é porque valia a pena e era uma coisa boa e a manter. Imaginei que ele sentisse por mim o tipo de amor que mais quero, um amor do género Maria e Manolo, daqueles pelos quais se luta, sem os quais não se consegue viver, pelos quais se corre, se luta, se esforça.

Imaginei-nos na Madeira. Imaginei os beijos, os abraços, o amor do qual não se pode falar aqui, os passeios de mão dada, o descobrir toda a ilha só os dois, as paisagens com que nos maravilhávamos juntos, a descoberta da ilha e a redescoberta do nosso amor.

 

Tudo isto em 2 segundos. E o que fica é só um nó na garganta.

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às 01:49

Mas em primeiro lugar, estou eu.

here in littlebubble, em 23.07.12
É tão estranho falar com ele apenas como amigos. Sim, porque continuamos a falar. Desde o simples "Bom dia" até ao "Vou dormir, até amanhã" passando por imensa conversa de circunstância pelo meio.
É estranho passar um dia sem falar com ele.
Há coisas que acontecem na minha vida, coisas que vou descobrindo, que, ao surgirem, a primeira reacção que tenho é contar-lhe.
Sempre foi assim. São muitos anos e há hábitos difíceis de quebrar.
Mas é muito difícil. Falar da tua vida, falar da minha vida, sem ser a nossa. Custa muito, acreditem.
Custa falar de férias tidas em separado, em dias sem pontos em comum, em experiências sem serem partilhadas, em coisas comuns que já não o são. E hoje, ao falarmos do filme "Para sempre, talvez..." que passava na televisão (filme que vimos juntos há uns anos, no cinema), não consegui evitar as lágrimas de cair e as pontas dos dedos de escrever no ecrã do telemóvel o quanto sentia a falta de nós, por duas vezes. Das duas vezes, apaguei a mensagem porque acho que não vale a pena falar mais em "ses", em "nós"... Custa tanto. A maioria das vezes sinto-me vazia, sinto-me triste e sem propósito. Sinto a tua falta. Mas não posso mais continuar agarrada a ele. Não posso mais continuar assim. Preciso de me curar, de ficar bem, de gostar de mim, de seguir em frente.
Sem dúvida, ele é parte da minha vida, da minha existência. Mas em primeiro lugar, estou eu.
Li no outro dia que, tal como no luto, existem cinco fases de luto por um relacionamento.
São eles:

Negação, Raiva, Negoceio, Depressão e Aceitação

 

Continuo sem saber em que fase estou. Ao ler das definições dadas para cada um destes estadios, parecem-me todos tão fixos, tão parametrizados, tão definidos e definitivos. Acho que não se passa de um para o outro como se se tratasse de uma estrada e os estadios as várias localidades por onde se passa, definidas nos seus domínios por tabuletas informativas. Considero os seus caminhos mais tortuosos e os seus limites mais elaborados.

E não consigo definir onde estou.

 

Claramente, há dias de negação. Ainda há pouco pensei nisso. Como é possivel que o nosso tempo feliz juntos tivesse sido tão curto? Como é possível que, de um momento para o outro, tudo tenha acabado? Tão rapidamente?

 

E sim, tenho raiva! AAAAHHHH, como é possível ele ter deitado tudo a perder? Calculo que nunca mais vá encontrar alguém que ature as coisas que eu lhe aturei...Será possível que eu não fosse o suficiente para ele lutar?

 

Negoceio. Sim, acho que isso também. Às vezes choro e dou por mim a pedir ao senhor do tempo e espaço que faça voltar o tempo atrás. Se o tempo voltasse para trás, eu ia conseguir mudar o que houvesse a mudar e íamos ser felizes novamente.

 

Quanto a depressão, esta também vai acontecendo. Como já disse, sou chorona. E há dias em que não consigo evitar de chorar, chorar muito, desalmadamente, até adormecer de dor, cansaço e tristeza.

 

Aceitação. Hum, sim também. Já começo a pensar no futuro, a planear. A querer conhecer pessoas novas. Sei lá, não posso ficar fechada e enclausurada neste ciclo...

 

O pior é que tanto me encontro num estadio, como noutro. Sinto que não se trata de uma estrada mas de um carrossel, que me transporta da aceitação de novo para a raiva, depois para a depressão, e depois negoceio e entro em negação, para voltar tudo a começar...

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às 00:51

Yap.

here in littlebubble, em 21.07.12

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...retalhos de pensamentos, post its de emoções, pedaços de músicas, imagens que falam comigo e tudo mais aquilo que fizer a minha mente fervilhar...

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