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P. Sawyer: People always leave.

here in littlebubble, em 26.09.12

Hoje estou assim. Nervosa, inquieta, assombrada, triste.

Não sei a razão, mas hoje, já por duas vezes tive um ataque de choro quase inexplicado.

 

Hoje uma amiga minha falava sobre a onicofagia, isto é, a tendência de roer as unhas e dizia que tal situação pode acontecer por imitação em idades jovens mas que se pode manter na adolescência e vida adulta devido a uma série de situações mas que normalmente ocorrem quando há carência de carinho, atenção e amor, situações de timidez ou vergonha, quando a pessoa sente que se deve auto-mutilar como castigo. Independentemente dos casos, está sempre ligado a distúrbios emocionais.

 

Desde há uns dias que ando super nervosa e quando tal acontece, nota-se perfeitamente nos meus dedos: unhas roídas e feridas abertas. Desde há uns dias que ando super nervoso, sem saber a razão.

Hoje, os meus pais discutiram. Eu sei que o assunto já acalmou mas há palavras que se dizem e que ficam.

Hoje, houve uma enorme discussão entre o meu grupo de amigos. Sinto que o nosso grupo de amigos ficou ferido, fracturado de algum modo. Duvido que algum dia volte a recuperar, a sarar em condições. Nunca mais vai voltar a ser o mesmo.

Hoje....caem-me lágrimas dos olhos enquanto uma simples frase me percorre a mente vezes sem fim. Uma frase que muitas vezes ouvi numa série que acompanhei há uns tempos, One Tree Hill.

 

Everybody leaves.

People always leave.

 

Sinto que, cada vez mais, na minha vida, o grupo se estreita mais. As relações acabam. As amizades esfriam. Ninguém novo entra. Só saem. E sinto que estou continuadamente a pedir que fiquem.
E pela primeira vez percebi que choro com pena de mim. Que estou sozinha e não sei como sair desta situação. Ninguém entra por aquela porta. Ninguém está ao meu lado para me dizer que vai correr tudo bem. E eu nunca estive sozinha e não sei como se faz isto de estar sozinha.
E como acabei de ver o Magnolia, aqui fica o contributo:
But can you save me
Come on and save me
If you could save me
From the ranks of the freaks
Who suspect they could never love anyone

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às 22:06

Cocktails com Bruce Springsteen, Tina Turner e Bryan Adams

here in littlebubble, em 23.09.12

Combinei ontem ir sair com uns amigos. Mas cansada do trabalho da parte da manhã e com a preguiça típica de um sábado à tarde, comecei, lentamente, a tentar arranjar razões para não ir. Que estava cansada, que a gasolina está cara, que estava a começar a chover, que não tinha vontade...

 

Acabei por ir. Foi engraçado. Bebemos uns cocktails e ouvimos música de outras décadas. Regressar atrás no tempo, através da música. Revivalismo, através do álcool.

 

Foi giro, mas estivemos só os 5. Num bar onde não havia ninguém interessante para se conhecer... não sei, acho que não é assim que vou conseguir sair desta vida de uma só pessoa.

 

E hoje dói-me a cabeça..

 

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às 13:57

Síndrome do Peter Pan? Ou outra coisa qualquer?

here in littlebubble, em 21.09.12

Há pessoas que simplesmente não querem crescer.

Não quer dizer que andem por aí com pózinhos de fada, a voar... Simplesmente as suas atitudes, mentalidade e acções se pudessem associar às atitudes, mentalidade e acções de crianças.

 

Há pessoas que não querem avançar com a vida. Ou não arranjam emprego porque não querem ou simplesmente não o procuram manter. Porque viver em casa dos pais é tão mais prático... há aquele serviço gratuito de limpeza, refeições todas incluídas e ainda mudança dos lençóis e lavagem da roupa com alguma frequência. E a melhor parte é que: não se paga nada!

 

Mas isso é uma situação que, honestamente, me incomoda. Quando morava com os meus pais, nos últimos tempos, sinceramente, já me sentia presa a rotinas que não queria para mim, a falta de independência, a falta de sossego, de silêncio quando queria e a barulho quando assim o entendia. Chateava-me as refeições a horas certas mesmo quando não tinha fome. Chateava-me não poder estar sozinha nos meus ataques ninja de mau humor. E mais eu até tenho uns pais cinco estrelas e damo-nos todos muito bem. Ainda assim, sentia falta da minha liberdade, independência, do cantinho só meu. E foi uma das coisas boas que ganhei do relacionamento com ele. A minha casa. Agora, estou sozinha nela mas ainda assim sabe-me pelo mundo!

E é por isso que não entendo o ficar-em-casa-dos-pais-quase-até-morrer, não entendo quem fica em casa dos pais quase até eles o expulsarem. Não entendo o ter trinta e tal anos e achar normal estar em casa dos meus, o não ter necessidade desta liberdade que a mim me sabe tão bem, o não ter necessidade de avançar com a vida. Principalmente quando se está numa relação.

Tenho duas amigas que passam por uma situação destas com os respectivos namorados. Nenhum deles quer sair de casa, nenhum deles acha que está na hora de irem morar juntos, apesar de serem ambas relações duradouras.

Se fosse eu, duvidava desta dúvida. Mas isso sou eu.

 

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às 00:04

L na encruzilhada

here in littlebubble, em 12.09.12

Imaginem uma rapariga de 25 anos, a L.

A L namora com o mesmo rapaz, o único que alguma vez teve, já há quase 6 anos. Conhecem-se desde pequenos, as mães dos dois também se conhecem há muitos anos...a sua história já é longa. Longa e com muitos altos e baixos, porque ambos têm personalidades fortes, apesar de, claramente, a personalidade do M é mais forte que a da L. Isto vê-se na forma em como ela mais facilmente dá o braço a torcer, em como cede com maior facilidade, em como não exerce tanta pressão.

Agora imaginem que a L não tem muitos amigos. Toda a sua infância e adolescência foi passada noutro lado e não conhece ninguém, mesmo, mesmo ninguém, na zona onde mora actualmente.

Com os amigos do secundário pouco se dá, excepto em festas de aniversários quando muito raramente é convidada por alguém e quando ainda mais raramente resolve aparecer.

Relativamente aos amigos da faculdade, falam frequentemente mas cada vez se vêem menos. Cada um tem a sua vida, o seu trabalho, as suas obrigações e cada vez o tempo passado em conjunto é mais raro e disperso no tempo.

E como tal, L basicamente quando sai, apenas o faz com o namorado e os amigos deste.

 

Num grande twist da natureza, as coisas entre L e M terminam.

O que é feito de L? Com quem vai estar? Com quem vai sair? Vai ficar sozinha em casa entre as esporádicas saídas com os amigos da faculdade e os raríssimos convites que recebe por parte dos outros amigos, mais antigos?

 

A L é minha amiga. O twist da natureza ainda não aconteceu e espero que não aconteça. Só queria mesmo que ela soubesse que não tem que ser assim, que não devia ser assim. Porque sei de experiência própria o que é ter a vida apenas direccionada num sentido e depois se erguer uma parede no nosso caminho. Nesse momento, sentimo-nos desamparadas tal como um bonequinho a pilha quando tenta andar contra uma parede. Anda, anda, anda e nunca sai do mesmo caminho. Só queria que a L visse isso. A minha L e todas as outras "L" que por aí andam.

Não tracem apenas um caminho nas vossas vidas. Antes vários caminho, várias alternativas de percurso. Estimulem e acarinhem os laços de amizade para que estes não se rompam quando mais precisarmos deles.

 

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às 00:32

A idada avançada, uma boa notícia e o egocentrismo de sempre.

here in littlebubble, em 27.08.12

Nunca fui uma pessoa muito feliz. Sempre fui uma criança preocupada. Preocupada com o meu irmão mais novo, com a escola, com os amigos, com os meus pais, com o problema do meu pai, com a saúde e felicidade da minha mãe. Sempre me preocupei com as aparências, com a socialização. E como tal, sempre demorei muito tempo entre conhecer alguém e me dar a conhecer. Acho que à primeira vista as pessoas não devem simpatizar especialmente comigo. Não sou incrivelmente bonita e adicionando isso à minha maneira de ser reservada e pouco segura, leva a que só gostem de mim aquelas pessoas que realmente ficam o tempo suficiente.

Tenho um grupo de amigos de sempre que pouco ou nada foi alterado. Tenho poucas pessoas da faculdade a quem posso chamar amigos, mas os que tenho são bons. E tinha-o a ele. E finalmente, finalmente, eu era uma pessoa nova. Mais segura de mim, apenas preocupada em sobreviver ao dia-a-dia de uma vida a dois. Feliz. Finalmente, eu era feliz.

E quando tudo isso acabou, aliás, desde que tudo isso acabou, acho que voltei um pouco atrás. Acho que me tornei uma pessoa mais apática, que só espera que os dias passem, que anda na vida como uma sonâmbula sem interesse, objectivo ou propósito. Não tenho nenhuma ambição de futuro profissional neste momento. Não tenho um plano traçado. E não sei como nem se quero sequer sair desde marasmo.

 

Hoje tive uma óptima notícia. Dois amigos meus, a T e o S, arrendaram uma casa e vão começar a viver juntos no princípio do mês de Setembro. Quando me deram a notícia (fui a primeira amiga a saber), fiquei muito contente por eles mas acho que não o consegui demonstrar convenientemente, porque ao mesmo tempo, fui assolada por uma tristeza incrível. Porque vejo toda a gente a avançar com a vida e eu estou aqui parada, ancorada a um coração partido. E isso vai de encontro ao que referi no outro dia, em como sinto que sou demasiado velha para ter que começar tudo de novo. Neste ponto da minha vida já esperava não ter que passar por isto outra vez. A expectativa, a espera, a ilusão e a desilusão. Não sei se consigo.

E fiquei muito feliz por eles dois, mas fiquei incrivelmente triste por mim. Egocentrismo, mesmo quando acompanhado de uma boa notícia. Que raio de amiga faz isso de mim? Sinceramente só acho que já não consigo ficar tão feliz como antes. Acho que enquanto este nevoeiro de tristeza não se dissipar, não vou conseguir voltar a ser feliz. Nem por mim, e muito menos pelos outros e as suas vidas perfeitas e cor-de-rosa.

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às 00:05

Post do Dia (Parte I): Dia da Amizade

here in littlebubble, em 20.07.12

Hoje, aparentemente, é o dia da amizade. E hoje, incrivelmente, não falei com nenhum dos meus amigos.

Correndo o risco de parecer injusta e tendo completa consciência que a vida dos dias de hoje é vivida a 100 à hora e sempre com menos horas do que gostaríamos, mas às vezes parece que sou sempre eu que tomo iniciativas. Se não disser nada, parece que ninguém me diz a mim.

Será que dantes, quando fazia parte de um casal, fazia o mesmo?

Vivia a minha vidinha com o meu namorado sem querer saber dos meus amigos?

Será que em casal, só se vive um para o outro e se neglicencia tudo e todos fora dessa esfera de amor?

E que quem é solteiro devia aprender a viver na sua solidão sem chatear ou exigir atenção por parte dos outros?

Não sei bem como reagir ou o que pensar disto...

 

Sinto-me sozinha muitas vezes, sem planos, sem propósitos.

Incrivelmente para mim o fim de semana (tirando a parte de dormir mais) às vezes torna-se um suplício de nada fazer todo o dia. E incrivelmente, às vezes dou por mim a agradecer a chegada da segunda-feira?

 

Serei maluquinha?

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às 21:54


...retalhos de pensamentos, post its de emoções, pedaços de músicas, imagens que falam comigo e tudo mais aquilo que fizer a minha mente fervilhar...

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