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3 Doors Down: Because you are holding up my world so i need you.

here in littlebubble, em 13.06.12

Odeio certas fases da vida.

Às vezes estamos tão compenetrados no dia a dia, nas tarefas a fazer, no trabalho que nunca acaba mesmo ao fim das oito horas, em tratar da casa, em pensar nos almoços e jantares, que estamos tão cansados que não pensamos em nós. Não pensamos que a insatisfação e o cansaço não são normais. Não pensamos em saídas. Não pensamos em amigos. Não pensamos a longo prazo. E é nesses momentos que a vida nos dá uma bofetada bem grande na cara e nos diz "ESTAVAS A PRESTAR ATENÇÃO ÀS COISAS ERRADAS". E quem diz a vida, diz a nossa metade. E são esses pequenos grandes momentos, em que percebemos que tudo se pode desmoronar, que há algo mais sério que o almoço que ele vai levar amanhã e o pó que não foi limpo na sala e o medicamento que a D. Maria não tem por estar esgotado, são esses momentos que mudam tudo. Apesar do cansaço e da correria intensa, eu estava feliz. Já há muito tempo que não me sentia confiante. Em mim, no futuro, no amor. E é nesses momentos que vemos que apesar de nos sentirmos assim, a outra pessoa não sente o mesmo. E tudo se desmorona à nossa frente. E tentamos por tudo segurar as paredes que teimam em rachar e cair. Os alicerces que abanam, abanam... E tudo muda. Mas nós tentamos, eu tentei. Lutei contra a maré, segurei todas as pontas, tentei ao máximo, tentei de mais. Tentei e continuei a tentar, argumentei e tentei convencer. "As coisas podem mudar", "tudo vai melhorar", "temos tudo para ser felizes", "vamos tentar" e "nós conseguimos, só precisamos de mais uma hipótese". E o nosso orgulho e auto-estimo vão pelo ralo abaixo sem perspectivas de voltarem. E quando olhamos à volta e toda a gente está bem, tudo parece ser visto por um binóculo do demónio.

Mas ainda assim continuamos a tentar. Tentamos porque vale a pena. Por tudo aquilo que contruímos juntos. Por um amor de séculos. Também pela amizade que nos une. Pela família. Pelo que as pessoas vão pensar quando souberem. Pela dor das partilhas. Porque era para sempre...

 

Mas nem todos são como eu. Há desistentes no mundo. Há pessoas que não querem saber. Que nunca lutam pelo correcto. Que desistem. Que preferem não arriscar. Que querem procurar um amor novo noutro lado, em detrimento de um já estabelecido.

Nunca devíamos desistir de quem amamos por dá-cá-aquela-palha... Apesar de ser mais difícil desbravar caminho no meio dos espinhos, confusões e problemas e ser tão mais fácil voltar atrás e desistir, nunca devíamos desistir. Ou deixar que desistissem de nós. Principalmente.

 

E eu devia ter prestado mais atenção. Devia ter prestado atenção ao que devia.

Bofetada da vida.

 

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às 22:07



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