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Not a people-person.

here in littlebubble, em 29.08.13

Há bocado pus-me a pensar.

Às vezes acho que é extremamente difícil alguém gostar de mim. Realmente interessar-se em mim.

Já há algum tempo que não faço um novo amigo e, pensando para trás, todos os amigos que fiz foram pessoas que, de uma maneira ou de outra, estiveram "presas" comigo num espaço físico. Colegas de turma que se tornaram amigos, colegas de trabalho que se tornaram amigos.

 

Onde quero chegar com isto?

Que começo a notar um padrão em tudo isto. Não sou uma daquelas pessoas que anima um espaço e que se mete com estranhos ou com amigos de amigos. Já me disseram que não sou uma people-person. Na altura, fingi-me aborrecida com o comentário mas é verdadeiro no mais ínfimo pormenor. Não sou uma pessoa de quem se goste no imediato. Sou daquelas pessoas (todos já conhecemos alguém assim) que passa meio despercebida de início, quase nem se dá pela presença, mas que depois, com continuidade de companhia e com conversas, se vai tornando alguém de quem gostamos, mas aos poucos. 

 

Sim, e então?

Tenho que me esforçar para que gostem de mim. Tenho que trabalhar nesse sentido. E às vezes, sinto que devia ser mais fácil. Que não devia ter que andar atrás dos outros para que gostem de mim. Será porque não gosto de mim (mais uma vez)? Porque acho que não sou alguém que até eu quisesse conhecer? Mas eu acho-me interessante, de certo modo... Sou boa companhia. Porque é que demoram tanto a chegar lá? E será que conta, tendo eu que me esforçar tanto?

 

Gostava que fosse mais fácil.

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às 21:57

Coisas que custam.

here in littlebubble, em 28.08.13

Custa estar sempre bem. Ou tentar estar bem. Ou pensar que preciso de estar bem. Ou que devo estar bem. Já devia, já.

Custa manter a rotina mas custa ainda mais mudá-la. E saber que preciso de fazer mais e, ainda assim, não me mexer.

Custa tentar que gostem de mim a todo o momento.

Custa saber que tão pouca gente se importa.

Custa o coração ir batendo por este e por aquele e eles nem o saberem.

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às 23:37

imagine.

here in littlebubble, em 27.08.13

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às 08:50

Rasgo de lucidez no meio de uma parvoíce pegada.

here in littlebubble, em 27.08.13

Há dias em que me sinto tão estúpida. Ou melhor, momentos. Momentos em que me sinto estúpida. Por acreditar, por esperar, por achar que, assim do nada, as coisas vão acontecer, vão acontecer para mim e por mim.

Entrou...ou melhor "entrou" (porque na realidade não entrou, apenas surgiu) uma pessoa na minha vida e, incrivelmente, eu, que já devia estar de pé atrás porque nada deste género me acontece a mim, comecei a imaginar, a usar a minha imaginação-que-é-tão-fértil- que-quase-rasa-o-mentalmente-aceitável e a magicar histórias e futuros alternativos, que é o que faço em relação a tudo. Imagino cenários, imagino etapas, imagino o ultrapassar uma barreira e outra e outra e atingir algo. E claro, foi o que fiz. É o que tenho andado a fazer. A imaginar coisas e cenários e possibilidades que nunca sequer se puseram, porque, sinceramente, esta pessoa nem sequer entrou na minha vida. Eu é que se calhar já devia pensar em voluntariar-me para estudos... 

 

E depois, como precisamente neste momento, tenho rasgos de lucidez que me fazem ver como toda a situação é ridícula e como eu sou parva por sequer pensar nela...

Porque se uma pessoa que está comigo quase uma década desiste de mim, acha que não valho a pena o esforço, porque razão um estranho, que não me conhece de lado nenhum, irá achar que vale a pena o esforço ou sequer o interesse.

 

E assim, do nada, passo de momentos de calor interno com a satisfação de futuros inventados por mim, para a triste realidade.

Ai eu, acho que não tenho remédio.

 

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às 00:25

A tal menina e a sua colecção de elásticos.

here in littlebubble, em 25.08.13

Há uns tempos escrevi este texto. E hoje volto a revê-lo porque, mais uma vez, me deparo na minha vida com casos de pessoas que gostam de cortar elásticos, de cortar relações, de cortar laços. Porque é que o fazemos? Será que o nosso coração e a nossa vida têm limite de inclusões? E precisamos de apagar alguns contactos já registados para inserir novos? É que não percebo porque é que não tentamos, ao máximo, atingir um sem-limite de amigos, em vez de nos irmos esquecendo de alguns? Será o nosso tempo, o nosso carinho, o nosso amor pelos amigos limitado e que, quanto mais amigos temos, menos amor há reservado para cada um e como tal "quanto menos amigos, mais amor para distribuir"? Não deveria o amor crescer com os amigos, adaptar-se a eles e ao seu crescimento? Ou serão os amigos seres demasiado exigentes para termos mais do que uma mão cheia deles?

 

Aqui fica o texto.

 

Era uma vez uma menina bonitinha e moderadamente simpática que, ao crescer arranjou um grupo de amigos em dimensão proporcional à sua simpatia. O termo genérico “amigos” define a população de pessoas, normalmente de idades aproximadas e com interesses passados, presentes ou futuros semelhantes aos do próprio, não sendo, portanto, um grupo imutável. Deste grupo de pessoas vão saindo umas por alteração de morada ou por disputa de qualquer termo ou mesmo porque simplesmente, a personalidade foi alterando de forma a se integrar melhor noutro grupo de pessoas. Há também aqueles que vão entrando. Que começam por ser apenas espectadores, depois participantes de dedo-no-ar, tornando-se parte integrante desta matriz. Ora entre todas estas pessoas existe uma linha que os une, a linha da amizade. Com o tempo também esta linha se dilata, se embaraça ou se torna tão tão fininha a ponto de querer partir a todo o momento. É, desta forma, obrigação dos membros, tornar cada linha que os une a cada um dos outros o mais limpa, certinha e polida possível. Mas com o avançar do tempo, entra em jogo um novo tipo de jogadores muito apreciado: o namorado. E estes formam uma linha muito mais cor-de-rosa, mais agradável à vista, mais próxima também, uma espécie de elástico com muito menos capacidade de distender (porque ao fazê-lo, há grande probabilidade de se romper, ainda com mais facilidade do que a do grupo anteriormente referido). Esta linha do namorado é muito mais apetecível e como as linhas dos amigos se distendem com mais facilidade, esta menina tende a afastar-se mais dos amigos e a aproximar-se cada vez mais e só e apenas do namorado. E a partir daqui, continuando pelo decorrer de percurso, a história depara-se com uma bifurcação. Sim, a menina e o seu namorado são felizes para sempre, sendo que os amigos estão lá, se bem que um pouco mais afastados da luz da ribalta do que se encontraram inicialmente. Ou, pelo contrário, o namorado corta o laço que os une e tal como a qualquer objecto preso a dois elásticos, estando um deles extremamente distendido e o outro sendo cortado, o objecto, perdão, a menina é projectada a toda a velocidade para longe do namorado. Mas onde cai ela? No emaranhado de laços e redes e elásticos que é a matriz do seu grupo de amigos. Agora imaginando que durante este caminhar com o namorado, os laços com os amigos foram sendo cortados e não criados novos, nem tão bons, o que acontece à menina quando é projectada? Bate contra uma parede e morre.

Fim.


Moral da história:

Independentemente das relações amorosas, deve haver sempre grande interesse em cultivar, manter e acarinhar as amizades, as novas e as de sempre… Porque os amigos não devem ser apenas um escape, uma alternativa garantida quando não há mais nada que fazer. E tal como um elástico quando é puxado ao extremo rebenta, também um elástico estático, perde a sua elasticidade, sendo que qualquer pequeno toque, pode resultar numa quebra.

 

Esclarecimento:

A menina desta história pode ser um menino também. É só trocar os pronomes para o masculino e fazer alteração dos adjectivos.

Esta história é completamente fictícia e não baseada em acontecimentos nem personagens reais, baseando-se única e exclusivamente em factos do senso comum. Caso algum dos leitores se reveja na menina, trata-se de pura coincidência. Isso ou estão a precisar de avaliar as vossas escolhas de vida.

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às 01:07

"se tens vida queres mudar, mas se mudas não te vês. quem procura encontrar, quem encontra para esquecer."

here in littlebubble, em 24.08.13

Ontem fui até Cascais, ver o concerto do Tiago Bettencourt. Para além da ventania que se fazia sentir e que lembrava temporal, da chuva miudinha que caía de vez em quando e para além do facto de ter ido com os pés ao léu, o concerto foi incrível. Quando chegámos o concerto ia começar e mesmo assim, conseguimos ficar bem à frente.

Gosto imenso do Tiago Bettencourt, acho-o um músico incrível. As letras das músicas são sentidas e têm sentido, para mim. O som é óptimo e ele um fofo.

Ontem, ainda assim, fiquei surpreendida por ter tocado umas quantas músicas que não tinha ouvido. Acho que nunca me tinha apercebido da lacuna de conhecimento que tinha em relação ao Tiago Bettencourt. Uma delas, foi esta:

 



se este ferro queres quebrar,
se esta pedra queres sentir,
se este vento queres ter paz,
mas se encontras queres fugir.


se tens vida queres mudar, mas se mudas não te vês.
quem procura encontrar, quem encontra para esquecer.

como a noite amanhece, qualquer santo enlouquece.


quando acordas queres amar, e que o mundo faz-te frio,
como água quer ser mar a chuva quer ser rio.
se és semente queres crescer, mas sem água vais secar,
vais ser tu a ir buscar o que o mundo não te der.

 

como a noite amanhece, qualquer santo enlouquece.


queres o espaço impossível, queres arder o que apagou,
queres a escolha que passou.
mas tudo é o que tem que ser, tudo flui ou te faz crescer.


levo para o mar,

tudo é o que tem que ser,

tudo é o que tem que ser.


quando dói não vais gostar, mas não sais sem repetir.
quando voltas dói-te mais, mas não sabes resistir.

porque pomba quer ser águia, e a águia um falcão.
como um mar quer tempestade, e a tempestade furacão.


vais prender-te ao precipício, porque o perigo é um vício.

 

queres o espaço impossível, queres arder o que apagou,
queres a escolha que passou.
mas tudo é o que tem que ser, tudo flui ou te faz crescer.


levo para o mar,

tudo é o que tem que ser,
tudo é o que tem que ser.

tudo tem que ser,
tudo tem que ser.

tudo é o que tem de ser,
tudo é o que tem de ser.

levo para o mar...

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às 15:16

AHHH, é tão verdade.

here in littlebubble, em 21.08.13

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às 14:16

Movie: The Perks of Being a Wallflower

here in littlebubble, em 16.08.13



Ontem vi este filme. E gostei imenso.

Mostra a vida de um adolescente que encontra, num grupo de adolescente excêntricos, os melhores amigos que podia ter. 


PS: é engraçado como a Hermione aqui não fala british.

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às 22:17

saudades.

here in littlebubble, em 16.08.13

De repente caí em mim.

Estou cheia de saudades dele. E estou cheia de vontade de lho dizer. Mas não posso.

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às 00:13

Stillness of heart? Not for me.

here in littlebubble, em 15.08.13

Vinha hoje no carro quando começar a dar no rádio uma música do Lenny Kravitz. Gosto deste músico e já tinha ouvido esta música mais vezes. Mas, tal como me acontece tanta vez, de repente, ao ouvir uma música, entendo o seu significado. O que quero dizer com isto não é que lhe dou um significado ou que lhe atribuo um qualquer significado, não. O que quero dizer é que percebo o que querem dizer, percebo a sua tradução literal. É estúpido a quantidade de vezes que isto me acontece. Domino a língua inglesa, terminei o secundário com uma média incrível a esta disciplina e tenho aulas de inglês ainda hoje. Mas não sei se não presto atenção às letras ou se simplesmente, por serem músicas antigas, ainda as ouço com ouvidos de pouco conhecedora. Até que um dia, quando menos espero, ouço a música e FINALMENTE percebo que o que ele diz, não era, nem de perto nem de longe, o que sempre ouvi e nunca duvidei. E rio-me com a minha parvoíce.

 

Hoje a música que ouvi foi "Stillness of heart".

 



I'm out here on the street
There's no one left to meet
The things that were so sweet
No longer move my feet
But I keep trying
I keep on trying

All that I want is
Stillness of heart
So I can start
To find my way
Out of the dark
And into your heart

I got more than I can eat
A life that can't be beat
Yet still I feel this heat
I'm feeling incomplete
What am I buying?
My soul is crying

2x
All that I want is
Stillness of heart
So I can start
To find my way
Out of the dark
And into your heart

Where's the love?
What is this world we live in?
Where's the love ?
We've got to be more giving
Where's the love ?
What happened to forgiving ?
Anyone ?

All that I want is
Stillness of heart
So I can start
To find my way
Out of the dark
And into your heart


E nesta música o que o Lenny nos diz é que quer stillness of heart, ou seja, quietude no coração. E toda esta conversa para dizer que é tudo o que não quero, é stillness of heart. Aliás, anseio por craziness of heart, uma loucura, uma paixão imensa, algo que me faça saltar um batimento, algo que me acelere o ritmo e que o pare, de repente. Tudo menos stillness, Lenny!

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às 17:00

Pág. 1/2



...retalhos de pensamentos, post its de emoções, pedaços de músicas, imagens que falam comigo e tudo mais aquilo que fizer a minha mente fervilhar...

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